Felicidade é importância

A meta de ser feliz. O que isso significa? Já te instigaram a essa proposta? Ela parece ser, ou melhor, é diária, concorda? Você percebe propagandas por todos os lados jogando na sua cara que você não é e “tem que” comprar para ser, “tem que” ter para ser, “tem que” algo que não, não “tem que” de nada porque você já é tudo. É como se estivéssemos vivendo só para essa conclusão, porque nos ensinam isso e não somos obrigados a seguir esse padrão de ensino, não. Porém, venho aqui te dizer que a vida é tão infinita para ser resumida em apenas estar feliz.

Felicidade é ser, mas também é estado. Você nasce com felicidade mesmo chorando; não precisa procurar, nem chegar a conclusão alguma, mas é um acordo consigo mesmo de ser feliz. É um acordo como em qualquer ou em todos os relacionamentos, e se relacionar consigo mesmo é se propor permitir viver a vida em buscas; de equilíbrio; é início, é meio, é recomeço; é conexão com a própria essência.

É sentir felicidade; a própria. É sentir felicidade; vinda dos outros e para os outros, por você. E se questionar do que promoveu à tal sensação é importante para não se acostumar com a falsa ideia de “ter que” estar feliz sempre. Estou feliz, por quê? Qual a causa que me fez permitir, que causou positivamente esse complementar?

Saiba diferenciar os sintomas, sejam eles neuróticos, paranoicos, de cobranças sobre sempre precisar estar feliz pois como todos os outros sentimentos e estados deles, a felicidade acaba também; mas boa notícia é que ela volta.

Quem nunca percebeu alguém sorrindo ou gargalhando de uma forma histérica não entende que muitas vezes aquele sintoma poder ser causado por um estado de desespero. Que pode ser um pedido de ajuda, uma amostra da falsa felicidade. E isso é preocupante e precisa ser observado; auto observado.

A felicidade também pede tempo, pede pausa. Pessimistas realistas podem dizer que isso é besteira; otimistas demais, podem dizer que besteira é não sair da realidade. Dizeres não significam nada para quem está respeitando o tempo que precisa respeitar; o próprio. Também não é bloquear o que você está construindo, mentalmente e emocionalmente falando, mas é saber que é impossível não construir essa sensação. Principalmente para quem vive na Terra e já ouviu falar sobre o “the happy end” no final de cada conto de fadas.

O ideal poderia ser que entender que ser feliz é diferente de estar feliz, e que mesmo que seja diferente, é a construção de algo; felicidade é construir; lapidar. Impulsionar a imaginação é necessário, de forma saudável tudo é possível; sem precisar ser platônico ou ilusório, mas lúdico. É unir o útil com o agradável e importante.

Felicidade é importância.

Pode ser de importância pequena ou grande, mas é exclusivamente dependente de você; e você disso. Felicidade pode ser a manhã de domingo, uma conversa prazerosa, pode ser café. É focar no que de positivo e presente pode ser manejado porque não tem fim. Vou repetir, a vida é infinita demais para se apegar em apenas conquistar o “final feliz” ou a “meta concretizada”, mesmo que isso promova felicidade. Mas até quando e quanto? É mais interessante viver o caminho da conquista do que isso gera. Porque afinal, que final é esse de que tanto falam? Por que não desviar da rota padrão?

Felicidade pode ser café.

Eu, Pamela.

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