WEDNESDAY MOOD: Eta! Deu insônia

Me interessa as diferenças; é a partir delas que aprendo a respeitar o espaço do outro e a impor limites ao meu. Gosto das diferenças, mas gosto mesmo é da busca pela maturidade de poder lidar com elas.

23/10/2020, Irlanda | Meu apartamento, Dublin

De uma forma ou de outra, acabo fazendo questionamentos que venho observando no meu auto desenvolvimento. Por isso gostaria de começar fazendo algumas perguntas que sempre me faço caso tenha alguma sensação de algo “errado”.

  1. Se você (ou outra pessoa) está feliz, por que te incomoda?
  2. Por que gera curiosidade em saber da vida de outra pessoa?
  3. O que desperta em você essa curiosidade?
  4. Por que você está comparando a sua vida a da outra pessoa?
  5. Qual o seu direito de fazer isso com você mesmx e com o outro?
  6. Cadê a auto responsabilidade?
  7. Vamos pensar um pouco sobre isso?

Todos somos educados por crenças de outras pessoas, por isso é importante dar a oportunidade em se conhecer; são poucas as vezes que temos a certeza de sermos nós, há influências por toda parte. Certeza é matemática que prova e comprova, é a ciência do raciocínio humano com muito respeito, mas com muita licença para quem é de holísticas, mesmo sem nomeações científicas concretas, a matemática vira um conto de fadas, com cristais, incensos e umas ervas para defumar quando se trata da auto descoberta. Ela não é exata, é fundamental.

Eu busco curas; as minhas. Não me interesso muito no pequeno problema geral, porém, lá no fundo gera certa curiosidade que incomoda. Tudo o que incomoda gera um desconforto que precisa ter atenção.

Inventamos cabelo em ovo, nossa mente é muito criativa, mas ela sabota cruelmente se não cuidarmos dela. E daí a importância de não deixar adormecido o que pode dar oportunidade de outro alguém a ter o domínio de salvador, controlador ou justificador; ter a humildade do conhecimento em saber que a mente gera sentimentos de inveja e vitimização, se não o contrário, haverá soberba. E machuca, né? É difícil sim, mas vale a cada um o consentimento.

04:55 horas da manhã aqui em Dublin. Estou sem pregar o olho; algo me incomodava. Meus pensamentos. Sabendo disso, decido escrever como de costume o que me vem à mente. Até que consegui controlar o anseio. Agora, mesmo tendo três horas de sono até o amanhecer, tive a sensação de triplicar o descanso. De alguma forma precisava compartilhar essa sensação. Não dormir por ter muitos pensamentos é chato, mas saber dar importância a essa insônia pode ser legal.

Mas…

Até parece que isso aconteceu. Ainda mais com tão poucas palavras para resumir uma noite de sono não dormida. Poderia ter romantizado a partir disso, mas não, eu apenas continuei a fazer o que estava fazendo, ou seja, não dormindo; sem medo de não dormir. Não vou negar que insisti por alguns momentos, não entendendo, ficando com raiva a chegar ao extremo de ficar filha da puta da cara lançando os cobertores, travesseiros e até o Tommy no chão. Tommy é a minha bolsa de água quente.

Só que nada modificou. Os segundos continuam na mesma velocidade e não vão mudar por minha causa, não há magia que ajude. Sim, toda ajuda é válida o que não valida é responsabilizar o que não posso controlar querendo controlar; mas posso e devo tomar a iniciativa em modificar algumas coisas controláveis de mim mesma. Dando continuidade, após esse pensamento, o qual realmente pude canalizar, comecei a escrever. Sem romantizar, nem dramatizar, apenas acendi a luz do meu apartamento, preparei a água do chá para ferver enquanto decidia fazer o quinto xixi da madrugada.

Não se deixe levar por nomes, caso você ache que tenha algum “problema” ou que seja bizarro ter insônia. Muitas vezes os problemas têm nomes porque gostamos de dar nomes. É preciso tomar a iniciativa em pedir ajuda caso houver sintomas sejam quaisquer eles, se não houver entendimento de onde vêm. Se cuide, por favor.

Menciono com todas as palavras para se cuidar porque é muito fácil nos receitarem e nos entupirem de remédios à toa. Os “entupidos que geram lucros”, termo que acabei de inventar significa que quanto mais pessoas doentes, mais lucros são gerados; ninguém quer ser mercadoria, mas temos tendência involuntária e inconsciente de estar uma. O sistema precisa de mercadoria para gerar lucros; observe e entenderás. Soltar os pensamentos sem se culpar é um alívio; aliás, mesmo sabendo que até o que é próprio rotula, é libertador.

Finalizo desejando uma respeitosa e paciente “liberdade pra dentro da cabeça”. E peço licença porque ainda sobrou uma hora para ficar sem fazer nada. Vou aproveitar!

Eu, Pamela.

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