SUNDAY MOOD: A re-volta do normal

A facilidade em cair na rede, aumenta a vontade do vício. Dificulta a percepção de priorizar nossas particularidades, sem contar as tentativas de nos recuperarmos desse vício para então, vivermos a realidade na realidade. Podendo já concluir que se sair “vivo” dessa corrente de distrações, a proporção de enxergar um mundo zumbi é grande. Isso é bom, mas é assustador. Para sair desse meio aonde as pessoas estão dormindo acordadas, tendo altos colapsos de desejos compulsórios para se preencher, a decisão de reabilitação desse mundo líquido pode acabar resultando no julgamento dos aplicativos sociais. Parece que caímos no abismo de não entender mais a realidade.

As pessoas estão cansando de mídia. Querem viver melhor podendo receber comunicação e conhecimento que lhes convém. Talvez estamos perdendo interesse na selfie. Na verdade, queremos de alguma maneira sermos inteligentes, atraentes e entretidos com o direito total e o livre arbítrio que escolhemos seguir. Porém, acredito que acabamos perdendo o jeito em lidar com a naturalidade.

Chega ser cômico e um tanto infeliz, mas viramos memes influenciados por algoritmos.

Não há problema na exposição. Não há problema algum. O ponto do assunto é a falsa imagem e mensagem que só está adoecendo nossas saúdes e que infelizmente, muitas vezes sem entender que o marketing da vida perfeita virtual é um jogo. Este jogo tem capacidade em desenvolver indivíduos tornando-os produtos e os efeitos colaterais dessa falsa percepção da realidade, podem ser tremendamente negativos.

Se há um indivíduo infeliz, existirão dois indivíduos infelizes. Os vínculos não escapam. Por isso a colocação de “pessoas, nós, população”, porque a ideia de “somos um” é justa, mas a ideia de individualização de um todo é a melhor alternativa a se pensar.

O querer da perfeição e o fanatismo das algumas pessoas famosas e anônimas em exibir, muitas vezes um poder que não é real para 99% da população mundial, enfatizam uma inverdade e descartam a possibilidade de expressar seus princípios, ideais e humanidade. Humanidade esta que está tentando todos os dias, “apenas” ter um bom dia, que está tentando seguir em paz, com conforto do necessário, de um dia presente de cada vez. Humanidade sólida e real, fora dos padrões desse mundo estranho que transforma pessoas em números.

As pessoas normais estão cansando e isso está se espalhando, dá para ver, dá para sentir… E o gosto pela “normalidade” pessoal de cada um está voltando em cena. Ser normal é ser humano com falhas, com cotidiano e pelos encravados.

Ser normal é expor o recipiente da auto essência, é poder expor quando quisermos as qualidades da própria realidade, é poder nos controlarmos e não sermos controlados. É ter sim um mundo individualista e egoísta que quer compartilhar da sua vida, mas que ao mesmo tempo se conectar com outros mundos individualistas e egoístas.

Ser normal não é ser pacífico, mas sim, saber e entender que a vida não é baseada nesses anúncios de como ser bem sucedido financeiramente para ser feliz. E infelizmente fomos ensinados a ter dificuldade de entender que normal não é ser chato, mas temos a oportunidade de reinterpretar. Deixar de idealizar a felicidade falsa do pote de ouro no final do arco-íris já é um bom começo. Não é errado buscar o que te dá prazer, o que não está certo é buscar apenas o prazer.

Quanto mais realidades nos dispusermos a conviver, mais incontroláveis pela cybervida seremos e mais mentes conscientes teremos acordado dessa falsa ideologia de tristes perfeitos para normais equilibrados.

Até domingo que vem.

Eu, Pamela.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s