SUNDAY MOOD: A importância de arrumar a cama

“Se você quer mudar o mundo, comece fazendo sua cama”, essas palavras inspiradoras são de William H. McRaven, ex-almirante da Marinha Americana em um discurso gravado pela University of Texas.

Após ter sido tocada por seu discurso, decidi experimentar esse hábito: começar o dia arrumando a minha cama. Era a minha mais nova chance de modificar e melhorar algo no meu dia. Independente do meu humor, coloquei na minha cabeça que tornaria o meu espaço o que eu sou. Então, comecei a chacoalhar os edredons, travesseiros e almofadas mandando embora a preguiça do sono que deixei neles durante a noite.

Além de ser um hábito, é uma prioridade na minha vida o que pode aparentar ser simples e tão pequeno gesto, mas que modificou de uma forma positivamente natural, se enquadrando à minha maneira de ser, gerando benefícios ao meu estar.

Os hábitos são criados. Nada determina seu futuro a não ser pelo poder de começar novos hábitos. O desejo de mudar está em cada um de nós. Sempre queremos ser melhores do que já fomos e essa é a chave que conduz as pequenas tarefas em que disciplinam e reprogramam o pensar, agir, ver e falar.

A história de começar aos poucos é real, sim! As pessoas compartilham essa história se baseando em suas respectivas experiências o que torna tudo no mais absoluto real possível. É a maneira mais concreta da realidade, na minha opinião. O problema é que ninguém gosta de compartilhar as falhas entre essa nova criação da realidade.

Caia na realidade. Na sua realidade! Vá fundo nesse percurso que só irá acrescentar no seu estilo de vida, seja lá qual for. Acabamos por viver no lúdico, mas morremos no real. Desistimos de sermos reais ou apenas estamos nos escondendo de nossos medos? Parece que agradar aos outros é a nova forma de alimentar uma certa carência que nos trancafia à ilusão de achar que o próximo se importa realmente se estamos vestindo azul ou rosa. Não confunda importância com ignorância e/ou curiosidade de diferentes realidades.

Quando falhamos, enfraquecemos nossa confiança e auto estima. O que pode resultar e geralmente resulta em uma recuperação dolorida por nos acomodarmos no conformismo que muitas vezes está apenas na nossa limitação de pensar e achar o que o outro vai pensar e achar. É uma troca, até sem parecer ser uma, eu sei.

É um problema sim achar que devemos contar apenas a parte boa da história. É pessoal e mais do que isso, é interpessoal. Se uma frase ajudou a modificar a minha maneira de começar meu dia, com a minha vontade de querer concretizar o que me motivou, aquele indivíduo da ideia inicial se destaca de tal maneira para mim que acabou resvalando o próprio querer dele de se modificar em outro indivíduo [o eu]. É essa a troca, percebeu?

Porém, esperar que outra pessoa arrume a cama para você é dar o direito à ela de intervir na sua vida, o que engloba num geral, suas escolhas, seus jeitos e maneiras mil. Você tem a capacidade de refletir sua realidade em outras pessoas, sim, porém, precisa começar por si mesmo. Falando assim pode aparentar exemplificar o “ser solitário”, o que é, mas é a única forma de conhecer suas normas, condições e regras. Resumindo, seus preceitos. Você precisa se conhecer para não deixar que ninguém arrume sua cama porque ela é sua. Sacou a metáfora?

Não caia no efeito manada de porque “todxs fazem” você deveria fazer também. Somos seres parecidos sim, mas totalmente individuais. Não significa que se funcionou para fulano arrumar a cama todos os dias que ciclano terá o mesmo resultado. Vai que fulano é um indivíduo que realmente não gosta de ter a cama arrumada? Não tem problema algum. A ideia é o iniciar, é o começar, é o habituar novas práticas que melhoram nossas vidas de tal maneira que não existirá o antes daquilo e sim, a qualidade da nova realidade desse novo hábito.

Crie uma nova chance de enxergar a sua realidade, mas faça ela aos poucos tendo e sendo a disciplina que prioriza à sua maneira de querer a mudança. Você se beneficiará, mudará seu mundo e involuntariamente ajudará outras pessoas a pensarem diferente.

Até domingo que vem no próximo SUNDAY MOOD.

Eu, Pamela.

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