DIÁRIO: Eu decidi

Eu decidi desistir de ser alguém que não me pertence mais. Estou me desconectando com uma parte que não faz mais sentido na minha vida. São os princípios que gritam de um lado, os sentimentos do outro, as ideias que borbulham de cima e que toda essa farra me motivou a seguir um caminho diferente aqui.

Achei um “negócio” que gosto de falar, de pensar, de estar, de estudar, ler e que principalmente, de me motivar a ser alguém melhor. Esse “negócio” não é algo que geralmente, se decide de um dia para o outro, mas que pode estar sendo carregado e não percebido.

Gostaria de concretizar o que me faz vibrar de uma forma muito positiva, de tentar passar adiante o que minha razão e emoção pedem entrelaçadas. E desde sempre sendo insistente, acabei insistindo demais em algo que não me saciava mais. Quando essa sensação reflete de tal forma é importante parar e prestar atenção nesse algo.

Queria sair da bolha em que vivia mesmo que de alguma maneira estivesse entrando em “novos rótulos”, mas sempre na tentativa otimista de direção oposta à formação disso, dessas chamadas bolhas sejam sociais, culturais e todos os ais.

Os meus íntimos concordarão que é um aspecto particular me impactar facilmente seja por ventura externa e/ou interna e que venho presenciando isso na minha história desde o primeiro momento que me deparei com a dramaturgia que criaria.

Lembrei por uma foto de quando devia ter no máximo uns 4 anos de idade, havia caído no chão e ralado o joelho. No instante que lembrei da existência daquela foto, veio com tudo na minha mente a projeção do meu pequeno mundo infantil já estabelecendo uma atuação no drama, que atualmente venho tratando e que me impactou de alguma forma e de certa maneira. Em todo adulto há uma criança interior a ser observada, resgatada, abraçada. Preste atenção em como a sua anda, você pode se surpreender.

Como citei, tinha machucado o joelho, mas queria mostrar que estava machucada. Queria a atenção daquele adulto tirando aquela foto do machucado que ferozmente fez o meu mundo do tamanho de um mirtilo desabar, criar uma cicatriz e enfatizar meu egocentrismo de ser uma criança. No que se resume, tudo normal.

Porém, essa análise de comportamento me chamou atenção. Abriu a porteira, desbloqueou algo, corrigiu alguma rota que estava sendo desviada.

Esse comportamento que começo a expor, baseado nas minhas impressões, sem ‘diz que me diz’, nem ‘a minha verdade é a verdade’, mas sem ter uma verdade concreta porque todos os pontos de vistas são observações criadas por realidades e suas respectivas verdades.

Tome cuidado para não entrar na sua bolha da verdade, vou tentar fazer o máximo para não criar essa bolha aqui.

Com um insight, aquele algo veio me dizer que já tinha lançado a minha essência em um caminho distinto do qual achava que fosse um hobby, e lá em 2013 com meu primeiro blog falando sobre sentimentos, desabafando paixões e refrões de músicas e mais algumas bobagens me deparei continuando após sete anos e percebendo que o que faltava era o enxergar do que tanto procurava. E olha que clichê… Estava o tempo todo na minha frente. Literalmente.

Esse é o momento em que a tia da padaria coloca a placa “sob nova direção” na fachada para avisar que coisa nova está por vir. Desistir de algo não é fracasso, é uma forma de inteligência e de transformação pessoal. É DECIDIR.

Atualmente leio muito o receio que as pessoas têm de decidir desistir do que não vem trazendo benefícios e isso me incomoda um pouco, pois não deveria ser uma palavra que se refere ao fraco, na real, desistir de algo requer muita atitude. É o que chamamos de mudança.

Claro que não posso generalizar porque existem diversos casos de diversas situações e com infinitas possibilidades, por isso, se no seu caso você estiver precisando de ajuda, procure orientação terapêutica, psiquiátrica, médica. Não hesite, é da sua saúde mental que estamos falando e ela é muito importante.

Essa é a minha nova trajetória. O nascer de um novo desenvolvimento comportamental.

Dublin, Irlanda | Setembro, 2020

Gratuito para quem quiser tirar um tempo ou que não tem nada mesmo para fazer. É espontâneo, às vezes pode ser triste, estúpido ou até mesmo chato, mas se de alguma forma você chegou até aqui, tudo pode interferir dizendo o contrário, mas a nossa sintonia bateu e ela está vibrando em uma forma semelhante. Pode acreditar.

Todos os domingos, um post novo.

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