DIÁRIO: Para ela que sou eu

Há alguns dias me despedi de mais uma Pamela que passou em minha vida. Eu gosto de dizer em forma de números para lembrar qual idade/ano tive a oportunidade de me reconhecer. Porque sim, nos reconhecemos a cada vida que temos a oportunidade de viver. E decidi escrever no meu diário, em forma de agradecimento para a próximo Pamela que está por vir. Lembrando que podemos ser diversas pessoas em uma só, mas sempre seremos a que nos mostra a real e exclusiva essência de ser único.

Para ela

Que me mostrou oportunidades que nunca imaginei, me deu conforto, carinho, amor, paz e o silêncio que tanto procurava em alguém, mas que só ela podia oferecer. E todo esse ano que se passou, foi um ano incrível, mas mais do que incrível, foram 365 dias de muito aprendizado.

Ela me ensinou a ouvir mais do que falar, principalmente quando eu estava passando por um momento difícil. E que calar trás mais respostas e mostra mais respostas do que sair aí dizendo por dizer.

Ela me ensinou a sentir mais meus sentimentos e intuições.

Ela me ensinou a respeitar um dia ruim, assim como aproveitar um dia bom.

Ela me abraçou com muito carinho, com muito amor e cuidado, me ajudando a levantar a cabeça e seguir em frente mesmo com o coração partido, sem entender exatamente o que acontecia, mesmo me sentindo perdida e sozinha. Ela estava lá, me guiando.

Ela me ajudou a me conhecer mais e mais a cada momento, pensamento, acontecimento, ao ponto de mostrar com leveza que tudo na vida é um ciclo. Deu até de presente a estreio de Rei Leão alguns dias antes do meu aniversário, minha história preferida desde que eu era criança. E me fez enxergar dessa vez que muitas coisas passam, muitas pessoas passam, mas o que fica e quem fica é apenas o aprendizado e o eu. Lembrando que essa história é apenas uma página do que a vida trata de ensinar, um ciclo que não tem fim e que tudo, desde a grama até o céu, somos o que somos e tudo o que começa um dia termina para poder começar novamente.

Sentada embaixo de uma árvore, dessas gigantes que ela escolhe de vez em quando, quando vai passar um tempo livre no parque, esses dos seus sonhos, ela se despede com gratidão do último ano que passou. E lembra que é preciso ressignificar os sentimentos, caminhar rumo as novas tentativas e que tudo leva tempo, que é necessário fazer pausas, descansar a mente e o coração. Nem tudo vem da noite pro dia ou passa da noite pro dia.

Ela me disse para aceitar e fazer o possível para entender sobre meu processo de cura, de autoconhecimento, de equilíbrio, descobrimento e singularidade nesse plural chamado Universo.

Ela me disse para acreditar o que sou em essência, a valorizar a minha essência e que além de corpo, ou antes de qualquer matéria, eu sou alma e luz.

Ela me afirmou que estar em paz com tudo o que aconteceu e acontece, é ter a dor libertada de qualquer expectativa criada. É libertar a alma e deixar ela brilhar, ou já se esqueceu daquela luz dita aí em cima? E saber que também não estar sempre certo é humano.

Ela me constatou que evoluir dói, que é melhor levantar o tapete e separar as sujeiras deixadas à mercê e limpar tudo o que um dia foi esquecido por medo, falta de entendimento e insegurança. A dor é necessária quando se começa a tomar consciência do quão humano e falho se é. E a partir do momento que se vai identificando as sombras, um facho de luz aparece e mostra a verdadeira e simples forma de ser feliz, ou melhor, de estar aberta a receber a felicidade e manter ela por mais tempo antes que outro obstáculo chegue para, adivinha o quê? RECOMEÇAR.

Ela me perdoou.
Ela me aceitou.
Ela me acolheu.

Novamente. NOVA-MENTE. NOVA MENTE. Recomeçar é mudar os próprios pensamentos que podem ser fonte de infelicidade ou felicidade, se preferir. Recomeçar é mudar. Mudança. Essa foi a palavra-chave desse ciclo.

Após todo esse aprendizado que foi mostrado com amor e dor, ela se despede para que outro ciclo se recomece para gerar novos aprendizados e para que outra ela venha com mais sabedoria e maturidade. Ela se despediu orgulhosamente de quem foi e entrega o cargo para quem ela está sendo. Bem vinda número 26.

 

Com amor, de sua, apenas e exclusivamente sua,

                                                                                  Pamela

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