DIÁRIO: Mesmo se…

Mesmo se nada der certo

Ou tudo for diferente do que você imaginou, depende de você saber lidar com a sua vida. Mas posso te garantir que mesmo não dando certo, foi o certo. O que pode ser negativo pode ser mais positivo ainda.

Praticamente dois anos que me encontro em estado gradativo de transformação. Chega a ser diário o que muito me parecia nunca chegar. A procura insensante por algo que no fundo a gente não tem certeza, mas que está ali. De algo que cresce, desaparece, retorna e ilumina. Ilumina nossas ideias, nossas vontades, nossas limitações.

Um estado de espírito leve.

De se reencontrar consigo. De olhar pra dentro de uma forma calorosa e convidativa acreditando que hoje é melhor que ontem, mesmo que não seja, mas acreditando na melhora. Eu tive muito medo durante muito tempo e continuo tendo, afinal, a gente sente, tem sentimentos bons e ruins.

Podemos sofrer por algo que nunca vai acontecer ou nunca tentar fazer algo que gostaríamos por medo de não acontecer, mas sabe do que mais tenho medo, de não fazer o que me deixa feliz, independente do resultado. Isso pode acontecer sim, pode chegar um momento da sua vida em parar e pensar que não fez o que gostaria de ter feito. As vezes os sentimentos estavam apenas adormecidos. Isso acontece com todo mundo.

Acontece.

Partes da gente vão se transformando, emoldurando, transmutando ou virando pó. Vale apenas saber o que significam, se foram embora com algumas pessoas, se ficaram com outras. Partes essas que estão de acordo com as nossas histórias e memórias. Porque sim, vivemos, mas em especial, somos histórias e memórias.

No momento em que disse sobre o medo, não quis dizer de uma forma negativa, porque faz parte de todo o processo ter medo, mas a maneira de como se lida com ele mostra como lidamos com tudo na nossa vida. Na sua vida, na minha vida. O medo sim é algo que precisa ser dosado porque ele manipula e investe todas as suas ações para manter a sua consciência ou falta dela na mão dele. Sim, pra mim o medo é uma pessoa com uma sombra que persegue nos dias de sol, de chuva, de frio, de calor ou vento.

É uma perseguição que pode diminuir de velocidade e intensidade se você se permitir.

Permitir.

A permissão de deixar fluir a mente, o corpo e a alma. Não se limitando em pedaços de permissão, mas começando a se permitir em pedaços de limitações. Ou seja, começando por algo que te impede, que te bloqueia, que te faz parar. E já parei tantas vezes, em tantas partes que seria impossível relembrar de tudo, porém, é na situação que me encontro que vejo o quão foi importante foi ter sentido e olhado lá no fundo o que estava me incomodando.

A importância de deixar doer o que está machucando.

Pode ser tão fácil ler essa frase, não é mesmo? E sentir ela, como faz? Como faz sentir o que se deveria deixar em panos frios, embaixo do tapete? Sim, seria muito tranquilo simplesmente não dar espaço para essa dor, mas a diferença entre se permitir sentir a dor e a diferença entre se manter sofrendo é que muda tudo. A atuação entre essas semelhanças é que literalmente muda tudo.

O medo de carregar a dor é diferente de sentir a dor e deixar ela passar, porque se há uma escolha certa é deixar ela passar e não carregar ela como um martírio. É sentir, permitir, entender, curar, amadurecer e seguir.

Seguir.

Viva seguindo, recomece se for preciso, o importante não é até aonde você deve chegar e sim por qual propósito você quer chegar lá. Continue seguindo mesmo se…

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